quinta-feira, 8 de abril de 2010

Reclame Natural

A Natureza nos respeita, por isso ela reclama. Por isso devemos respeitá-la com o mínimo de gratidão e consideração que possamos ter. 

Nós precisamos da Natureza para que nosso pulmão possa funcionar, para o nosso coração bater, para que possamos respirar, para que possamos viver, ou minimamente, sobreviver.

Mas sobreviver é um desacato à Natureza. Um desrespeito à própria natureza humana. Viver não... Viver é querer mais. Plante uma árvore, escreva um livro, tenha uma história, faça um filho... Mas não o dê à Natureza para criar. Crie você. Se não puder criar, não faça.

E o barro que vem abaixo nos desastres dos desabamentos é como o catarro expurgado pelo pulmão da área verde.

A Natureza pedindo seu espaço.
A Natureza precisa deste espaço.
A Natureza exige seu espaço e quem somos nós para impedir?
A Natureza alerta.
A Natureza avisa.
A Natureza chora...
A Natureza grita...
Assim como nós, a Natureza reclama e reivindica.
“E do barro fez-se o homem.” E que se faça mesmo! Que se faça a consciência do homem depois de tanto barro.





Gérson. (08/04/2010) pela tragédia acontecida em Niterói devido às chuvas.



sábado, 5 de dezembro de 2009

Sobre uma Viagem Astral

Quando estive com Einstein ele tentou me avisar
Que energia é uma só, chame de boa ou de má
O que importa é o emprego, como se usar
Pois tal qual lês o que escrevo, ele estava lá.
Uso a água como exemplo, que por mais te intermear
Condutor Universal, inegavelmente ímpar
Bin Laden ou Albert Einstein o que muda é a ossada
Energia é uma só, queira-a boa ou queira-a má.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

PAREM DE NOS USAR

QUERO ALMOÇO, QUERO ESFIRRA

QUERO TIJOLO, QUERO MARIA

QUERO TRABALHO, SEGURO DE VIDA

QUERO SALÁRIO, BOLSA FAMÍLIA

______________

QUERO UMA ROUPA PARA ANDAR

QUERO UM CARRO PARA PODER PASSEAR

QUERO NATAL E REVEILLON

E UM CARNAVAL DIGNO DE FOLIÃO

______________

E MINHA PRETA DO MEU LADO E SEU CARINHO

O MUNDO PARA E TUDO BASTA COM JEITINHO

DAÍ NÃO TENHO É MAIS NADA A RECLAMAR

AFORA DO PLANALTO E TODA SUJEIRA

______________

PAREM DE NOS USAR

PAREM DE NOS USAR

PAREM DE NOS USAR

PRA SE ENFEITAR / PARA SE LAVAR

______________

QUERO UM CACHORRO PRA ME GUIAR

QUERO SAÚDE, FILA NÃO MAIS ENFRENTAR

QUERO SUBIR, QUERO DESCER

QUERO CHEGAR, PERMISSÃO NÃO HÁ DE TER

______________

NUMA RUA DESERTA UMA CRIANÇA ESPERTA, SINCERA

BALAS JOGADAS, PERNAS ABERTAS, NINGUÉM ENXERGA, NINGUÉM ENXERGA, NINGUÉM...

TUDO PELO BEM, TUDO PELO BEM

MAS NÃO VEM NINGUÉM

EU NÃO MATEI NINGUÉM

EU NÃO MATEI NINGUÉM

DOUTOR...

...

PAREM DE NOS USAR

PAREM DE NOS USAR

PAREM DE NOS USAR

DE BONECOS.


OBS:Esta poesia é uma letra feita sob o molde

da melodia da música "Scream" de Michael Jackson.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Nossas Crenças

As pessoas se questionam em como conseguirem as coisas mas se esquecem que as coisas antes de serem coisas são pensamentos, são Desejos.
Se você quer uma coisa, pense, deseje, sinta o cheiro, veja muito bem suas cores... materialize aquilo na sua Mente!
Acredite! Porque esse é o Segredo da Conquista. Assim você estará fazendo aquilo vir até você sem ao menos esperar, a fim de não ficar correndo sempre atrás daquilo.
Então alguém pode aparecer e te dizer: "Ah ... mas assim é muito fácil... nada cai do céu dessa forma ...!!!”
E eu te digo: Acredite nesta pessoa e então assim será.
E completo: Acredite antes em você.

sábado, 19 de setembro de 2009

VÉU

QUANDO O SERENO ME TOMA TODA A MADRUGADA
QUANDO A PAIXÃO SE ALASTRA POR TUAS PEGADAS
QUANDO A LUA SE PÕE LÁ NO CÉU INFINITO
EU ME SINTO UM TANTO BONITO
EU ME SINTO UM PINTO NO LIXO

QUANDO O BONDE DEIXAR DE DAR SUAS PARADAS
QUANDO A FONTE SECAR E NÃO HOUVER MAIS ÁGUA
QUANDO O SONHO ADORMECER, O QUE HAVERÁ DE HAVER?
HAVERÁ O QUE FAZ ALGO ACONTECER?
HAVERÁ ESSE SOM PRA DIZER?

QUEM É VOCÊ?
QUEM VOCE É?
QUEM DIZEM SER,
OU O QUE VOCÊ QUER?
NINGUEM SABE NADA QUE LHE DIZ RESPEITO
PROCURE OLHAR PRO LUAR DIREITO.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

8

Eu gosto do Oito. De seus dois lados, de sua intercessão, de suas curvas, de seu estado quando em horizontal...
Eu gosto do Infinito. Sem início, sem fim.
Porém eu amo a linha. A linha corriqueira... reta. Idolatro e admiro seus dois pontos.

( 18/06/2009 - 01:00).

quarta-feira, 6 de maio de 2009

GATA

Gata,
de Amor me mata,
quando sobre o meu peito põe sua pata.
Me devolveu a paixão numa bandeja de prata.
Raio solto de Luz, Despacata.
Me arrasta quando finca suas lindas unhas afiadas,

precisando em minha pele um local à tatuá-la.

Gata de risos de flores, de expirares de perfumes, de cabelos de fios de lumes...
Tudo para ser fina, como a própria cintura ou os braços de Maestrina.
Mas são as palavras mais Sujas e a confiança mais crua e louca que de sua boca pintada de doce romã podem abravar... mais ainda em outra língua,
o que a torna absolutamente ainda a mais Gata das gatas,
Soberana entre as Felinas.

domingo, 15 de junho de 2008

MEIA


Meia, meia, vc é meia... 666

Vc é meia, ... Assim meia, meio meia... 666


A meia tarde se abre num papel

A meia taça foi-se via luz

A meia dúvida de dividir, de se abrir de ser feliz...


Destrói tua algema de troféu

Distorce o seu gosto pela cruz

Se lembra que ciúme não é paz e liberdade lembra céu azul


Vc é música que vem do céu

Vc é uma sábia infantil

Mas nunca curta ser apenas um sabor esquecido do que mesma construiu


A nossa relação é um rapel

99 graus entorpecidos

A nossa distração é um motel: depurar meias coloridas


Haja sol, haja chuva, tempestades ou vulcões...

Haja eu só, e você nua, lua, luar...


Mas porque que nessa vida nossa raça tem defeitos?

Mas porque que esse bando de iludidos é disso feito?

E porque que as perguntas incomodam esses sujeitos?

E porque que diferente você chega em nosso meio

Meia...
Meia...
Meia...
666

QUERO VER

Não encoste em mim, por favor

Posso te ferir com meu sabor

De acidez infantil e de doçura viril

E das loucuras que eu faço à toa

Não vale à pena assistir, quando eu estou pra explodir

É bem pior do que qualquer granada

E sendo tudo ou nada pra sua faixada fudida, furada, a minha estrada é torta,

e morna

E não importa a cor da nota se está viva ou morta não importa

Somente acorda, acorda, quero ver acordar


Não aguarde não, pelo salvador

Pois há muito ele já chegou

Quem vai nascer por aí, quem vai querer descobrir

Quem vai morrer de rir desmascarado?

Quem vai deixar se atingir, se enganar, se iludir

Continuar ridicularizado?

E no alvo do jogo do dardo onde o tempo é parado

O ponteiro quebrado e a estrada torta e morna

A vida toma nota se você aprova ou não, não importa

Não importa, quero ver encarar

Pois sua língua furada, rasgada, afetada, malvada, humilhada, irada

Não abre a porta, nem faz cócegas

Atira pelas costas, ganhando uma aposta, guardando receios compondo respostas, prontas

Quero ver perguntar

Quero ver o Brasil crescer

Quero ver plantar, quero ver colher!

Quero ver falar, quero ver fazer!

Pra valer, pra acontecer!

Bota pra quebrar, bota pra fuder!

Quero ver!


O CONTRASTE E A RECICLAGEM



E Como no Susto da Mulher grávida ao saber que a natureza anuncia,

Sem dó, sem barreiras

que a gravidade traz sua cria,

ouve-se a Pálida voz em fio que do lixo vinha.

A Lixeira era o Ventre... Louca gritaria.


E como brota do Horizonte na Manhã um novo dia,

Que morrera antes pra provar que em noite há vida.

Retorcido, rejeitado, abandonado assim nascia

O motivo principal dessa neologia.


Ergamos ao alto nossas poeiras!

Façamos do cadáver inútil de nossos erros uma bandeira!

Criemos a feira, expomos nossa sujeira

E tornemos bela e viva nossa Lixeira

Fazendo-a cores e pulso e dela mesma combustível

Para o brilho de seu próprio oposto

Em um justo ato da Magia.


sábado, 14 de junho de 2008

TEMPO DE POSTURA

O que é o Tempo senão imaginação, a sensação de ver passar

Fluxo de gente, cada mente um lugar que vai parar

Para olhar esse cordão exposto ao chão


Hoje eles falam da postura e postura é coisa de coluna

A coluna é tipo um cordão, cordões pelas manchetes


Que ironia, a postura tem na mão material

que faz a conta de um cordão


É um trabalho que impede o cidadão de imaginar, fazer à mão

O seu cordão, comer seu pão


Hoje a culpa é da prefeitura, amanhã é coisa do Governo

Quem faz a massagem na coluna da postura perde o medo


Mas a mente é o Tempo e o Tempo é a Mente

E a Mente fantasia, aí o Tempo mente

Se for pensar, não há futuro, não há passado

Tudo presente


O que é a Vida senão força de um vento?

O que é força senão mente em movimento?

E movimento provém do Tempo


Vejam as horas, nada mais é como agora, agora este

Que foi embora,

ficou pra trás,

não volta mais


Quando o artesão buscou o lixo

pra realizar o seu trabalho

Fez um novo Tempo reciclado,

revolucionário


Mas a mente é o Tempo e o Tempo é a Mente

E a Mente fantasia, aí o Tempo mente

Se for pensar, não há futuro, não há passado

Tudo presente


Hoje as esposas dos soldados da postura

Guardas que deixaram cidadãos na amargura

Usam os colares dos artistas, de nativo artesanato

Muitos estrangeiros que visitam nossas ruas

Fazem aumentar essa demanda por procura

Compram os colares brasileiros

dos que fazem a massagem.


Belas Coleiras...



quinta-feira, 12 de junho de 2008

A VAGINA DE CRISTO

A vagina de Cristo
é por onde eu saí
e eu não estou sozinho
Madonna de Benois eu vi.

Osíris Ani,
Ísis aqui,
Erick von Danken,
Zecharia Sitchin...

Mas pra que tudo isso
se Buda chegou?
Beira do precipício
Jung nos revelou.

Einstein eu vi,
me ensinou.
Fausto Oliveira
nunca endoidou.

Ontem reli Eliphas Levi.
Crowley, eu sei,
me distraí...

Mas não me crucifiquem
Pelo que estou dizendo.
Talvez mais um feitiço
dos meus dividendos.
A vAginA de Cristo
continua ardendo.
A vAginA de Cristo
Continua dizendo.


MIRO EM PEDAÇOS

Dedicada à Argemiro Monteiro (Miro).
(Um amigo que suicidou-se por envenenamento).



Primeiro se vão os pedaços.

Pedaços de mim que vão me esperar.
Levando laços, deixam a história
em passos.
Luzes na memória,
Que falam claras e sãs.

E eu estava lá
no último instante
no último sofrimento.
Lá estava eu.
Estatalado
marcado pelo momento.
reconhecendo e recolhendo,
me fazendo em pedaços,
também sofrendo,
também morrendo.

lido, relido, revisto...
Tais linhas do tempo talhadas em pedras,
um movimento pelo Vento...

E conheço o intento.
enfrento e tento a Alma eterna
Entendo a terna alma de menino.
Que vendo-o sorrindo,
experimento lágrimas novas,
filhas do silêncio.
E me surpreendo

Miro... admiro...
Este forte momento que inspiro.

Mas quem disse afinal que compreendo?
Se agora aquele sorriso me atinge frio,
Fatal e preciso...
Algoz qual um letal Veneno.


PONTO DE VISTA



O Inferno é a pedra que entulha a consciência de cada um.

É a parede que impede a passagem da correnteza viva.
Só chega ao"céu" quem passa a crer que o Inferno não existe.
Quem deixa de ver esta pedra.


FORA DO ARMÁRIO


Nos dias de hoje, não temos tanto as ações reprimidas, tirando o extremismo do fanatismo religioso recalcado, falsidade moral sociopática, ou desigualdades de qualquer natureza, o que pode vir a tornar a democracia uma ilusão que continua a alimentar a população em sua grande maioria. A democracia existe sim, mas sempre há alguém que a controla. À parte, as ações são muito mais, hoje, discriminadas, repudiadas, rotuladas e postas na solitária. Ali apodrecem e tornam-se algo capaz de causar várias conseqüências às paredes da tal construção; psicomatizar doenças na máquina humana. Guerra ditatorial psicológica. Vitrines da Mídia.

Ser e fazer o que bem se entende, sem o senso do medíocre ou do ridículo, praticar a plena liberdade de qualquer cidadão, é como ter a realidade comprovada por atos que incisivamente move-nos claramente pela expectativa (como humanos), apresentando equações a serem resolvidas para que elas mesmas mais tarde não voltem a nos perturbar, devendo ser, portanto, liquidadas.

Pôr pra fora tua verdade é evitar que ela mesma te destrua".

Evangelho gnóstico de Tomé


Então eis onde nasce a inspiração e a capacidade motivada pela ousadia. O que deve levar o Ser a destruir obstáculos a fim de que seu próprio poder se manifeste, como fonte inesgotável de energia.

Em sua essência, em sua carência e dependência do novo, como a mãe frustrada, querendo amar igualmente todos os seus filhos, somos atiçados pela mídia à determinado modelo de comportamento que indubitavelmente, imposto, só faz abafar o nosso próprio, e mesmo que não sejamos, ou não nos conheçamos, ou ignoremos, a grande virtude de existirmos é a de sermos únicos.

A nossa vida depende de um resgate interno de forças não eletrodomésticas, não tecnológicas, não artificiais, mas indiscartáveis. Nada deve ser discriminado... Nada. Tudo deve ser usado, reciclado, e você um principal agente. Pois as idéias estão no profundo ínfimo de um formigueiro chamado Mente. Lá, está a Força daquela Mãe. Lá existe um grande “presente”. Aqueles que não devoram tais formigas ainda se assustam como o cão vendo sua imagem num espelho. Ainda vivem, agem, pensam, querem, acham que amam... enfim... como o cão. Muitos matam, agridem, ferem... como faz o cachorro-do-mato quando seu instinto de preservação é atiçado. E outros fazem ainda pior, por orgulho, ego ferido, inveja, ciúmes...

Quando soubermos, ao longe, negar a mentira do falso moralismo baseado no interesse do perjúrio alheio, quando soubermos livrar a nós mesmos de opressões de todos os tipos, das prisões de todas as naturezas; quando soubermos querer a fim de viver ao invés de sobreviver, assim, agir ao invés de reagir, poderemos realmente afirmar que estamos vivos.



CORREDORES DO UNIVERSO

Corremos. Corremos sim.

E as Corridas ganham seus adeptos ao longo dos anos.

Representam as crianças brincando de roda no Jardim de Infância:

Flores, amores, esperanças, dores... Cair, correr, voar...

Rolam os martelos e não estamos imunes.

E calem a boca os que largam o Corpo, pois o Corpo os largará antes.

Que comam areia e amarrem cintos em seus grãos.

Hasteiem o Poste antes.

Abracem as paredes e destruam os Tetos!

E segue-se quem sabe, a direção da eternidade.

Equipada, a Justiça faz atirar muito mais alto e longe.

Concordo, se ecoar ao Horizonte.

O Ritmo é a fantasia, e as Rodas se movem, se divertem...

Título supremo de qualquer coisa.

Afinal, o que você quer? Os dedos são armas dentro ou fora de um cômodo!

Caminhe sozinha alma!

Abrava tua juba sobre o ócio da Melancolia!

Sois quem sois? Sois quem vira?

Cinza como és tem sua Boca entupida. Vês além da Vida

Sonda sua própria Vida vinda!

Como agora: Não submeter-se á qualquer imã.

O que esperaria? Quem fingeQuem finda? Quem filma?

Me entrego à alegria.

Torno-me escravo do excesso e de toda sua mordomia.

E Vasculho. Vasculho muito.

Calculo as dimensões da Coragem.

E na bagagem, as facetas estreitas,

Tudo no extenso Corredor do Atemporal.

BAFOMÉ (BAPHOMET)

Bafomé abre o Sol.

Abre e brilha a manhã.

No Divã eu Temo a Morte

(Como antes `Romanos podres Santos` )

Na cama: do Norte pela Fonte, quando verdadeiros Olhos Fulminam.

Queimei o Vidro da Transparência! ( A mais inocente de todas )

E QUE CALOR FAZIA ! ! !

Era a Cena de um Campo:

Cachoeira, Flores, Grama, o Sol aberto ...

Tudo me engolia.

(mera ação esta junto ao fato de que eu também invadia)...


ABRE A VIDA

Abre e grita o Coração.

Infla com a Força de um bebê reconhecendo a luz da Terra, o sangue... solto às ondas da brisa

que toma toda e qualquer massa corporal e a gravidade que as limita.

Limite, que como Palpite resida na ITE da consciência que qual Ciência se constrói

inevitavelmente na suspeita de um próximo Dia.


Dia que engana a gente e nos faz conseguir nele 80 anos executando a Vontade... Contando

sempre com o Ambíguo Universal, Mensageiro da Luz...


E a Noite... que tal Coice nos faz temer fatalmente a própria Cara,

Derruba a Plástica da Covardia, Disfarça . . .

Acortina com Fumaça o Divã

Enfurece à Esfaqueá-la.




segunda-feira, 9 de junho de 2008

SUPOSIÇÃO DE MUDANÇA

Toda suposição é plena verdade.

 

Mesmo que aquilo nunca venha a acontecer, aquela verdade está presente no passado. E vive. Porque você está vivo. Não exatamente porque você vive. Mas porque viva está a sua memória; a sua presença no Mundo. E devastando o Espaço, seguimos como as máquinas que aparam as colheitas, nos remoldando.

 

O que não muda se destrói.

 

E viver é saber mudar. É estar pronto para o acaso, que é a face do Desconhecido.

A frustração é a pena do sofrimento alheio. Nada na vida prossegue se nos atrelamos às lamas de qualquer um que seja.

Sigamos como a água, que segue seu curso e toma seu lugar num oceano, fazendo-se peça imprescindível ao Horizonte.

 

 

 

MÃE-NATUREZA-MULHER

Todo azul que existe no mundo só veio do céu ou do mar

E os elementos de seus pigmentos azuis brilham no seu olhar

Como pode meu Deus acertar

Que beleza o azul seu olhar

Como pode me descontrolar

Que beleza de luz a brilhar


Curtos cabelos tão brancos de loiros e claros como a luz do Sol

Luz que colore o tom da sua pele combina com o seu visual

Como pode meu Deus ser fatal

Me despertar o bem e o mal

Como pode me descontrolar

Que beleza de luz a brilhar


Coisa docinha é jabuticaba, tempero de abraço letal

Fino e tão feminino e tão delicado além do normal

Que composto mais pele oral

Que tesão mais incondicional

Como pode meu Deus ser fatal

Me despertar o bem e o mal


Outro problema é coisa morena de olhos de casca de pau

Gosto de vinho mais amadeirado sofisticação natural

Que adora um jeito de mal

Que adora o gosto do tal

Que adora que eu pegue legal

Que adora um sexo animal

Coisa linda do Mundo!

Obra prima da fé!

Obra prima do Mundo!

Mãe-Natureza-Mulher!




COM OS OLHOS DA ALMA

A verdade pode arremessar em sua mesa alguns frutos semelhantes.
Mas um deles pode o passaporte grande de um instante único,
Sem marcação de início ou fim,
trazendo a impressão de um presente ampliado
e minuciosamente decifrado,
Destruindo qualquer tamanho do que veio,
do que foi ,
e do que ainda virá.
Traduzindo todas as coisas...

A DOCE VOZ DOS VINHOS

O Fim?

Começo esquerdo das águas ultrapassantes,

tão às esquinas de nossas cidades vaidosas

e às linhas curvas de opiniões perdidas...

Dentre todos, a tatuagem gostosa na alma bilíngue,

que infringe o Tempo.

Que de sangue suja a cama,

E de Homens suja a trama.

Lá...

Guardada pela Doce Voz dos Vinhos.

CEM

(Sob a melodia de "no dia em que eu vim-me embora" de Caetano Veloso e Gilberto Gil).


Eu que já não via a hora

De andar pelos seus vales

Viajar pelo seu mundo

E só respirar seus ares

Eu que já me via morta

Renasci da sua Paz


Minhas escolhas erradas

Foram alvos inúteis

Foram dardos volúveis

Foram nuvens carregadas

Eu que já não via a hora

Via seu rosto chorar


Meus olhos lacrimejavam

Os lábios meio perdidos

As mãos bem no seu sorriso

O frio comunicava

A lua guia brilhava

E o sereno macio

A força que esquentava

Nasceu ali afinal.


Mas no domingo seguinte

Dezenove eram vinte

Um e um já eram três

Mas eu tenho Cem por mês

Dezenove eram vinte

Um e um já eram três...


Mas tenho Cem mil por mês

Mas tenho Cem mil por mês

Mas tenho Cem mil por mês...

VIDA

A Vida é ligação,
envolvimento,
União.

União gera contato,
Contato gera fogo
E o fogo, Força.

A Força é o alimento da cadeia humana
O Alimento da Vida.

LIBERDADE

A Liberdade é uma verdade contagiante,
determinada em deter-se sempre à frente.
Ela encena e enfrenta seu instante,
Fazendo instante o mais profundo em sua Mente.

TARDES NEBULOSAS

Ó Amor! Só venho até aqui para lhe dizer que não quero de ti somente as oferendas brandas da Carne.

Mas desejo, como sempre fiz,

devorar as peças intactas de seu interno.

Desejo sim, o Inferno de sua boca.

Mas além, muito além disso,

a procedência primária de suas vontades.

Desejo as idades de sua Alma,

a Beleza fascínea de sua calma

e a Nobreza sã de seus pecados.

E Por todos os fatos e atos assim amorosos,

quero a ponte veloz e invisível de nossa afinidade, a total verdade.

Mesmo que ainda

por trás de tardes nebulosas.