SANGUE DA MINHA ALMA
Pensamentos de um Poeta Maldito.
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Reclame Natural
sábado, 5 de dezembro de 2009
Sobre uma Viagem Astral
Que energia é uma só, chame de boa ou de má
O que importa é o emprego, como se usar
Pois tal qual lês o que escrevo, ele estava lá.
Uso a água como exemplo, que por mais te intermear
Condutor Universal, inegavelmente ímpar
Bin Laden ou Albert Einstein o que muda é a ossada
Energia é uma só, queira-a boa ou queira-a má.
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
PAREM DE NOS USAR
QUERO ALMOÇO, QUERO ESFIRRA
QUERO TIJOLO, QUERO MARIA
QUERO TRABALHO, SEGURO DE VIDA
QUERO SALÁRIO, BOLSA FAMÍLIA
______________
QUERO UMA ROUPA PARA ANDAR
QUERO UM CARRO PARA PODER PASSEAR
QUERO NATAL E REVEILLON
E UM CARNAVAL DIGNO DE FOLIÃO
______________
E MINHA PRETA DO MEU LADO E SEU CARINHO
O MUNDO PARA E TUDO BASTA COM JEITINHO
DAÍ NÃO TENHO É MAIS NADA A RECLAMAR
AFORA DO PLANALTO E TODA SUJEIRA
______________
PAREM DE NOS USAR
PAREM DE NOS USAR
PAREM DE NOS USAR
PRA SE ENFEITAR / PARA SE LAVAR
______________
QUERO UM CACHORRO PRA ME GUIAR
QUERO SAÚDE, FILA NÃO MAIS ENFRENTAR
QUERO SUBIR, QUERO DESCER
QUERO CHEGAR, PERMISSÃO NÃO HÁ DE TER
______________
NUMA RUA DESERTA UMA CRIANÇA ESPERTA, SINCERA
BALAS JOGADAS, PERNAS ABERTAS, NINGUÉM ENXERGA, NINGUÉM ENXERGA, NINGUÉM...
TUDO PELO BEM, TUDO PELO BEM
MAS NÃO VEM NINGUÉM
EU NÃO MATEI NINGUÉM
EU NÃO MATEI NINGUÉM
DOUTOR...
PAREM DE NOS USAR
PAREM DE NOS USAR
PAREM DE NOS USAR
DE BONECOS.
OBS:Esta poesia é uma letra feita sob o molde
da melodia da música "Scream" de Michael Jackson.
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Nossas Crenças
Se você quer uma coisa, pense, deseje, sinta o cheiro, veja muito bem suas cores... materialize aquilo na sua Mente!
Acredite! Porque esse é o Segredo da Conquista. Assim você estará fazendo aquilo vir até você sem ao menos esperar, a fim de não ficar correndo sempre atrás daquilo.
Então alguém pode aparecer e te dizer: "Ah ... mas assim é muito fácil... nada cai do céu dessa forma ...!!!”
E eu te digo: Acredite nesta pessoa e então assim será.
E completo: Acredite antes em você.
sábado, 19 de setembro de 2009
VÉU
QUANDO A PAIXÃO SE ALASTRA POR TUAS PEGADAS
QUANDO A LUA SE PÕE LÁ NO CÉU INFINITO
EU ME SINTO UM TANTO BONITO
EU ME SINTO UM PINTO NO LIXO
QUANDO O BONDE DEIXAR DE DAR SUAS PARADAS
QUANDO A FONTE SECAR E NÃO HOUVER MAIS ÁGUA
QUANDO O SONHO ADORMECER, O QUE HAVERÁ DE HAVER?
HAVERÁ O QUE FAZ ALGO ACONTECER?
HAVERÁ ESSE SOM PRA DIZER?
QUEM É VOCÊ?
QUEM VOCE É?
QUEM DIZEM SER,
OU O QUE VOCÊ QUER?
NINGUEM SABE NADA QUE LHE DIZ RESPEITO
PROCURE OLHAR PRO LUAR DIREITO.
sexta-feira, 19 de junho de 2009
8
Eu gosto do Infinito. Sem início, sem fim.
Porém eu amo a linha. A linha corriqueira... reta. Idolatro e admiro seus dois pontos.
( 18/06/2009 - 01:00).
quarta-feira, 6 de maio de 2009
GATA
de Amor me mata,
quando sobre o meu peito põe sua pata.
Me devolveu a paixão numa bandeja de prata.
Raio solto de Luz, Despacata.
Me arrasta quando finca suas lindas unhas afiadas,
precisando em minha pele um local à tatuá-la.
Gata de risos de flores, de expirares de perfumes, de cabelos de fios de lumes...
Tudo para ser fina, como a própria cintura ou os braços de Maestrina.
Mas são as palavras mais Sujas e a confiança mais crua e louca que de sua boca pintada de doce romã podem abravar... mais ainda em outra língua,
o que a torna absolutamente ainda a mais Gata das gatas,
Soberana entre as Felinas.
domingo, 15 de junho de 2008
MEIA
Meia, meia, vc é meia... 666
Vc é meia, ... Assim meia, meio meia... 666
A meia tarde se abre num papel
A meia taça foi-se via luz
A meia dúvida de dividir, de se abrir de ser feliz...
Destrói tua algema de troféu
Distorce o seu gosto pela cruz
Se lembra que ciúme não é paz e liberdade lembra céu azul
Vc é música que vem do céu
Vc é uma sábia infantil
Mas nunca curta ser apenas um sabor esquecido do que mesma construiu
A nossa relação é um rapel
99 graus entorpecidos
A nossa distração é um motel: depurar meias coloridas
Haja eu só, e você nua, lua, luar...
Mas porque que nessa vida nossa raça tem defeitos?
Mas porque que esse bando de iludidos é disso feito?
E porque que as perguntas incomodam esses sujeitos?
E porque que diferente você chega em nosso meio
Meia...
Meia...
666
QUERO VER
Não encoste em mim, por favor
Posso te ferir com meu sabor
De acidez infantil e de doçura viril
E das loucuras que eu faço à toa
Não vale à pena assistir, quando eu estou pra explodir
É bem pior do que qualquer granada
E sendo tudo ou nada pra sua faixada fudida, furada, a minha estrada é torta,
e morna
E não importa a cor da nota se está viva ou morta não importa
Somente acorda, acorda, quero ver acordar
Não aguarde não, pelo salvador
Pois há muito ele já chegou
Quem vai nascer por aí, quem vai querer descobrir
Quem vai morrer de rir desmascarado?
Quem vai deixar se atingir, se enganar, se iludir
Continuar ridicularizado?
E no alvo do jogo do dardo onde o tempo é parado
O ponteiro quebrado e a estrada torta e morna
A vida toma nota se você aprova ou não, não importa
Não importa, quero ver encarar
Pois sua língua furada, rasgada, afetada, malvada, humilhada, irada
Não abre a porta, nem faz cócegas
Atira pelas costas, ganhando uma aposta, guardando receios compondo respostas, prontas
Quero ver perguntar
Quero ver o Brasil crescer
Quero ver plantar, quero ver colher!
Quero ver falar, quero ver fazer!
Pra valer, pra acontecer!
Bota pra quebrar, bota pra fuder!
Quero ver!
O CONTRASTE E A RECICLAGEM
E Como no Susto da Mulher grávida ao saber que a natureza anuncia,
que a gravidade traz sua cria,
ouve-se a Pálida voz em fio que do lixo vinha.
A Lixeira era o Ventre... Louca gritaria.
E como brota do Horizonte na Manhã um novo dia,
Que morrera antes pra provar que em noite há vida.
Retorcido, rejeitado, abandonado assim nascia
Façamos do cadáver inútil de nossos erros uma bandeira!
Criemos a feira, expomos nossa sujeira
E tornemos bela e viva nossa Lixeira
Fazendo-a cores e pulso e dela mesma combustível
Para o brilho de seu próprio oposto
Em um justo ato da Magia.
sábado, 14 de junho de 2008
TEMPO DE POSTURA
O que é o Tempo senão imaginação, a sensação de ver passar
Fluxo de gente, cada mente um lugar que vai parar
Para olhar esse cordão exposto ao chão
Hoje eles falam da postura e postura é coisa de coluna
A coluna é tipo um cordão, cordões pelas manchetes
Que ironia, a postura tem na mão material
que faz a conta de um cordão
É um trabalho que impede o cidadão de imaginar, fazer à mão
O seu cordão, comer seu pão
Hoje a culpa é da prefeitura, amanhã é coisa do Governo
Quem faz a massagem na coluna da postura perde o medo
Mas a mente é o Tempo e o Tempo é a Mente
E a Mente fantasia, aí o Tempo mente
Se for pensar, não há futuro, não há passado
Tudo presente
O que é a Vida senão força de um vento?
E movimento provém do Tempo
Vejam as horas, nada mais é como agora, agora este
Que foi embora,
ficou pra trás,
não volta mais
Quando o artesão buscou o lixo
pra realizar o seu trabalho
Fez um novo Tempo reciclado,
revolucionário
Mas a mente é o Tempo e o Tempo é a Mente
E a Mente fantasia, aí o Tempo mente
Se for pensar, não há futuro, não há passado
Tudo presente
Guardas que deixaram cidadãos na amargura
Usam os colares dos artistas, de nativo artesanato
Muitos estrangeiros que visitam nossas ruas
Fazem aumentar essa demanda por procura
Compram os colares brasileiros
dos que fazem a massagem.
Belas Coleiras...
quinta-feira, 12 de junho de 2008
A VAGINA DE CRISTO
é por onde eu saí
e eu não estou sozinho
Madonna de Benois eu vi.
Osíris Ani,
Ísis aqui,
Erick von Danken,
Zecharia Sitchin...
Mas pra que tudo isso
se Buda chegou?
Beira do precipício
Jung nos revelou.
Einstein eu vi,
me ensinou.
Fausto Oliveira
nunca endoidou.
Ontem reli Eliphas Levi.
Crowley, eu sei,
me distraí...
Mas não me crucifiquem
Pelo que estou dizendo.
Talvez mais um feitiço
dos meus dividendos.
A vAginA de Cristo
continua ardendo.
A vAginA de Cristo
Continua dizendo.
MIRO EM PEDAÇOS
(Um amigo que suicidou-se por envenenamento).
Primeiro se vão os pedaços.
Pedaços de mim que vão me esperar.
Levando laços, deixam a história
em passos.
Luzes na memória,
Que falam claras e sãs.
E eu estava lá
no último instante
no último sofrimento.
Lá estava eu.
Estatalado
marcado pelo momento.
reconhecendo e recolhendo,
me fazendo em pedaços,
também sofrendo,
também morrendo.
lido, relido, revisto...
Tais linhas do tempo talhadas em pedras,
um movimento pelo Vento...
E conheço o intento.
enfrento e tento a Alma eterna
Entendo a terna alma de menino.
Que vendo-o sorrindo,
experimento lágrimas novas,
filhas do silêncio.
E me surpreendo
Miro... admiro...
Este forte momento que inspiro.
Mas quem disse afinal que compreendo?
Se agora aquele sorriso me atinge frio,
Fatal e preciso...
Algoz qual um letal Veneno.
PONTO DE VISTA

O Inferno é a pedra que entulha a consciência de cada um.
É a parede que impede a passagem da correnteza viva.
Só chega ao"céu" quem passa a crer que o Inferno não existe.
Quem deixa de ver esta pedra.
FORA DO ARMÁRIO
Nos dias de hoje, não temos tanto as ações reprimidas, tirando o extremismo do fanatismo religioso recalcado, falsidade moral sociopática, ou desigualdades de qualquer natureza, o que pode vir a tornar a democracia uma ilusão que continua a alimentar a população em sua grande maioria. A democracia existe sim, mas sempre há alguém que a controla. À parte, as ações são muito mais, hoje, discriminadas, repudiadas, rotuladas e postas na solitária. Ali apodrecem e tornam-se algo capaz de causar várias conseqüências às paredes da tal construção; psicomatizar doenças na máquina humana. Guerra ditatorial psicológica. Vitrines da Mídia.
Ser e fazer o que bem se entende, sem o senso do medíocre ou do ridículo, praticar a plena liberdade de qualquer cidadão, é como ter a realidade comprovada por atos que incisivamente move-nos claramente pela expectativa (como humanos), apresentando equações a serem resolvidas para que elas mesmas mais tarde não voltem a nos perturbar, devendo ser, portanto, liquidadas.
“Pôr pra fora tua verdade é evitar que ela mesma te destrua".
Evangelho gnóstico de Tomé
Então eis onde nasce a inspiração e a capacidade motivada pela ousadia. O que deve levar o Ser a destruir obstáculos a fim de que seu próprio poder se manifeste, como fonte inesgotável de energia.
Em sua essência, em sua carência e dependência do novo, como a mãe frustrada, querendo amar igualmente todos os seus filhos, somos atiçados pela mídia à determinado modelo de comportamento que indubitavelmente, imposto, só faz abafar o nosso próprio, e mesmo que não sejamos, ou não nos conheçamos, ou ignoremos, a grande virtude de existirmos é a de sermos únicos.
A nossa vida depende de um resgate interno de forças não eletrodomésticas, não tecnológicas, não artificiais, mas indiscartáveis. Nada deve ser discriminado... Nada. Tudo deve ser usado, reciclado, e você um principal agente. Pois as idéias estão no profundo ínfimo de um formigueiro chamado Mente. Lá, está a Força daquela Mãe. Lá existe um grande “presente”. Aqueles que não devoram tais formigas ainda se assustam como o cão vendo sua imagem num espelho. Ainda vivem, agem, pensam, querem, acham que amam... enfim... como o cão. Muitos matam, agridem, ferem... como faz o cachorro-do-mato quando seu instinto de preservação é atiçado. E outros fazem ainda pior, por orgulho, ego ferido, inveja, ciúmes...
Quando soubermos, ao longe, negar a mentira do falso moralismo baseado no interesse do perjúrio alheio, quando soubermos livrar a nós mesmos de opressões de todos os tipos, das prisões de todas as naturezas; quando soubermos querer a fim de viver ao invés de sobreviver, assim, agir ao invés de reagir, poderemos realmente afirmar que estamos vivos.
CORREDORES DO UNIVERSO
Corremos. Corremos sim.
E as Corridas ganham seus adeptos ao longo dos anos.
Representam as crianças brincando de roda no Jardim de Infância:
Flores, amores, esperanças, dores... Cair, correr, voar...
Rolam os martelos e não estamos imunes.
E calem a boca os que largam o Corpo, pois o Corpo os largará antes.
Que comam areia e amarrem cintos em seus grãos.
Hasteiem o Poste antes.
Abracem as paredes e destruam os Tetos!
E segue-se quem sabe, a direção da eternidade.
Equipada, a Justiça faz atirar muito mais alto e longe.
Concordo, se ecoar ao Horizonte.
O Ritmo é a fantasia, e as Rodas se movem, se divertem...
Título supremo de qualquer coisa.
Afinal, o que você quer? Os dedos são armas dentro ou fora de um cômodo!
Caminhe sozinha alma!
Abrava tua juba sobre o ócio da Melancolia!
Sois quem sois? Sois quem vira?
Cinza como és tem sua Boca entupida. Vês além da Vida?
Sonda sua própria Vida vinda!
Como agora: Não submeter-se á qualquer imã.
O que esperaria? Quem finge?Quem finda? Quem filma?
Me entrego à alegria.
Torno-me escravo do excesso e de toda sua mordomia.
E Vasculho. Vasculho muito.
Calculo as dimensões da Coragem.
E na bagagem, as facetas estreitas,
Tudo no extenso Corredor do Atemporal.
BAFOMÉ (BAPHOMET)
Bafomé abre o Sol.
(Como antes `Romanos podres Santos` )
Queimei o Vidro da Transparência! ( A mais inocente de todas )
ABRE A VIDA
Limite, que como Palpite resida na ITE da consciência que qual Ciência se constrói
inevitavelmente na suspeita de um próximo Dia.
Dia que engana a gente e nos faz conseguir nele 80 anos executando a Vontade... Contando
sempre com o Ambíguo Universal, Mensageiro da Luz...
E a Noite... que tal Coice nos faz temer fatalmente a própria Cara,
segunda-feira, 9 de junho de 2008
SUPOSIÇÃO DE MUDANÇA
Toda suposição é plena verdade.
Mesmo que aquilo nunca venha a acontecer, aquela verdade está presente no passado. E vive. Porque você está vivo. Não exatamente porque você vive. Mas porque viva está a sua memória; a sua presença no Mundo. E devastando o Espaço, seguimos como as máquinas que aparam as colheitas, nos remoldando.
O que não muda se destrói.
E viver é saber mudar. É estar pronto para o acaso, que é a face do Desconhecido.
A frustração é a pena do sofrimento alheio. Nada na vida prossegue se nos atrelamos às lamas de qualquer um que seja.
Sigamos como a água, que segue seu curso e toma seu lugar num oceano, fazendo-se peça imprescindível ao Horizonte.
MÃE-NATUREZA-MULHER
Todo azul que existe no mundo só veio do céu ou do mar
E os elementos de seus pigmentos azuis brilham no seu olhar
Como pode meu Deus acertar
Que beleza o azul seu olhar
Como pode me descontrolar
Que beleza de luz a brilhar
Curtos cabelos tão brancos de loiros e claros como a luz do Sol
Luz que colore o tom da sua pele combina com o seu visual
Como pode meu Deus ser fatal
Me despertar o bem e o mal
Como pode me descontrolar
Que beleza de luz a brilhar
Coisa docinha é jabuticaba, tempero de abraço letal
Fino e tão feminino e tão delicado além do normal
Que composto mais pele oral
Que tesão mais incondicional
Como pode meu Deus ser fatal
Me despertar o bem e o mal
Outro problema é coisa morena de olhos de casca de pau
Gosto de vinho mais amadeirado sofisticação natural
Que adora um jeito de mal
Que adora o gosto do tal
Que adora que eu pegue legal
Que adora um sexo animal
Coisa linda do Mundo!
Obra prima da fé!
Obra prima do Mundo!
Mãe-Natureza-Mulher!
COM OS OLHOS DA ALMA
Mas um deles pode o passaporte grande de um instante único,
Sem marcação de início ou fim,
trazendo a impressão de um presente ampliado
e minuciosamente decifrado,
Destruindo qualquer tamanho do que veio,
do que foi ,
e do que ainda virá.
Traduzindo todas as coisas...
A DOCE VOZ DOS VINHOS
O Fim?
Começo esquerdo das águas ultrapassantes,
tão às esquinas de nossas cidades vaidosas
e às linhas curvas de opiniões perdidas...
Dentre todos, a tatuagem gostosa na alma bilíngue,
que infringe o Tempo.
Que de sangue suja a cama,
E de Homens suja a trama.
Lá...
Guardada pela Doce Voz dos Vinhos.
CEM
Eu que já não via a hora
De andar pelos seus vales
Viajar pelo seu mundo
E só respirar seus ares
Eu que já me via morta
Renasci da sua Paz
Minhas escolhas erradas
Foram alvos inúteis
Foram dardos volúveis
Foram nuvens carregadas
Eu que já não via a hora
Via seu rosto chorar
Meus olhos lacrimejavam
Os lábios meio perdidos
As mãos bem no seu sorriso
O frio comunicava
A lua guia brilhava
E o sereno macio
A força que esquentava
Nasceu ali afinal.
Mas no domingo seguinte
Dezenove eram vinte
Um e um já eram três
Mas eu tenho Cem por mês
Dezenove eram vinte
Um e um já eram três...
Mas tenho Cem mil por mês
Mas tenho Cem mil por mês
Mas tenho Cem mil por mês...
VIDA
envolvimento,
União.
União gera contato,
Contato gera fogo
E o fogo, Força.
A Força é o alimento da cadeia humana
O Alimento da Vida.
LIBERDADE
determinada em deter-se sempre à frente.
Ela encena e enfrenta seu instante,
Fazendo instante o mais profundo em sua Mente.
TARDES NEBULOSAS
Ó Amor! Só venho até aqui para lhe dizer que não quero de ti somente as oferendas brandas da Carne.
Mas desejo, como sempre fiz,
devorar as peças intactas de seu interno.
Desejo sim, o Inferno de sua boca.
Mas além, muito além disso,
a procedência primária de suas vontades.
Desejo as idades de sua Alma,
a Beleza fascínea de sua calma
e a Nobreza sã de seus pecados.
E Por todos os fatos e atos assim amorosos,
quero a ponte veloz e invisível de nossa afinidade, a total verdade.
Mesmo que ainda
por trás de tardes nebulosas.